O que poderia ser mais fatal do que uma congestão de palavras?
Se não podemos ao menos nomear uma doença pelo seu próprio nome, o que poderemos, então, dizer? O que nos sobra diante do desamparo? Continuar lendo
Um olhar sobre o luto e seus rastros
Dar voz à ausência é como separar os pertences de quem partiu. É ter que revisitar memórias para forçar a língua a habitar o tempo verbal da não continuidade. Continuar lendo
Quando o corpo impõe limites
Muitas vezes, o diagnóstico chega quando o corpo ainda ocupava um lugar silencioso na vida cotidiana. Ao deixar de responder como antes, ele passa a exigir atenção constante, consultas, exames, medicações e novos limites. Nesse deslocamento, a pergunta que passa a habitar o silêncio é: “Quem sou agora?” Continuar lendo
Notas sobre o corpo que acolhe a ausência
Qual o gosto de uma saudade interminável?
Quais palavras podem digerir um fim
que não é exatamente um fim?
há muita gente
em uma gente
só... Continuar lendo
Sobre deslocamento e pertencimento
Das rotas que qualquer maps oferece,
a ausência de um trajeto vivo.
Da possibilidade de aprender
um novo idioma,
a ausência dos verbos... Continuar lendo
Notas sobre perda, encontro e desencontro na experiência analítica.
Quando a palavra foi oferecida pela analista,
bastou inclinar-se em sua poltrona
e dizer:
“Então a Alice está de luto?” Continuar lendo
Marcas da violência e os modos de se refazer diante da dor.
A obra de Rosana Paulino toca em temas como memória, corpo e trauma, questões centrais também para a psicanálise. Ao reelaborar marcas históricas do racismo e da violência, sua arte abre espaço para pensar o modo como o indivíduo se refaz diante do sofrimento. Continuar lendo
Notas sobre trauma, memória e o que insiste no silêncio.
Na obra “Atrabiliarios” (Atrabilious), de Doris Salcedo, sapatos usados de mulheres vítimas de violência política são encaixotados e ocultos por membranas translúcidas, como vestígios de presenças ausentes... Continuar lendo
Entre a ausência e permanência
"Este livro é dedicado aos meus mortos, aqueles que carrego vivos comigo."
- Carla Rodrigues
O tempo para saber sobre a ausência, aquele oco que desorganiza, o eco nas ondulações do jogo de presença-ausência. Qual o novo desenho que toma forma no conflito entre perda e permanência? Continuar lendo